Produtos Ypê suspensos pela Anvisa: veja como identificar se o seu pertence aos lotes proibidos
Produtos com numeração de lote terminada em 1 devem ser recolhidos por risco de contaminação microbiológica, segundo a Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (7) o recolhimento de diversos produtos da marca Ypê após identificar risco de contaminação microbiológica em determinados lotes fabricados pela empresa. A medida atinge produtos de limpeza como lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes.
De acordo com a Anvisa, os produtos afetados pertencem a lotes cuja numeração termina com o número 1. A orientação aos consumidores é para que verifiquem imediatamente o código presente nas embalagens e suspendam o uso dos itens identificados.
O número do lote pode ser encontrado geralmente abaixo do rótulo, na base da embalagem ou próximo à tampa, acompanhado das inscrições “Lote:” ou “L:”, além das datas de fabricação e validade.
Segundo a agência, o risco de contaminação microbiológica está relacionado à possível presença de microrganismos como bactérias, fungos e vírus capazes de produzir toxinas e provocar irritações ou doenças.
A decisão foi publicada na Resolução nº 1.834/2026 e ocorreu após inspeção realizada na unidade fabril da empresa. Conforme a Anvisa, foram identificados “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, além de falhas nos sistemas de garantia de qualidade, produção e controle, o que comprometeria as Boas Práticas de Fabricação.
Entre os produtos atingidos pela medida estão diferentes linhas de lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e Ypê Premium, além de desinfetantes das marcas Bak Ypê, Atol e Pinho Ypê.
A Anvisa recomenda que consumidores que possuam produtos dos lotes afetados interrompam imediatamente o uso e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para obter orientações sobre o recolhimento.
Em nota, a Ypê informou que considera a decisão da Anvisa “arbitrária e desproporcional” e afirmou que irá recorrer da medida. A empresa declarou ainda possuir laudos independentes que, segundo ela, comprovam a segurança e adequação dos produtos para consumo.